Sei tão pouco de ti. E questiono para saber mais de ti mas não se tem a mais simples resposta à mais simples pergunta, a mais básica do que se deve saber sobre uma pessoa de quem se lamenta, a quem se chama de querida.
Sei tão pouco de ti. Clama-se a tua perda com um lamento instantâneo, sim, dura apenas um instante e passa. Um instante da globalidade social dos lamentos. Sem de ti nada saber e permanecendo ausente. Preso numa memória que se aviva subitamente.
Corre-se uma vida ignorante de pessoas mas ávida de homenagens no choque da finitude e por espelho pressentido.
(para Carla Almeida)
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