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Mensagens

Os lamentos

 Sei tão pouco de ti. E questiono para saber mais de ti mas não se tem a mais simples resposta à mais simples pergunta, a mais básica do que se deve saber sobre uma pessoa de quem se lamenta, a quem se chama de querida.  Sei tão pouco de ti. Clama-se a tua perda com um lamento instantâneo, sim, dura apenas um instante e passa. Um instante da globalidade social dos lamentos. Sem de ti nada saber e permanecendo ausente. Preso numa memória que se aviva subitamente. Corre-se uma vida ignorante de pessoas mas ávida de homenagens no choque da finitude e por espelho pressentido. (para Carla Almeida)

Mangas

Há urgência em sair. Por horários. Pai! Preciso sair rápido. Perco a aula de nutrição, saber como nutrir a tua condição. Vais melhorar. Se eu conseguir sair. Onde a roupa? Que confusão, não sei a camisola, não sei as calças, como se vestem?, tantos braços e pernas e conversa. Minha amiga, corre comigo, sai comigo, ajuda-me!, porque não conseguimos sair?, é só vestir, palavras que se enrolam nas mangas da camisola, não consigo enfiar os braços. Que azulejos bonitos, floridos de verde e rosa, linda entrada na sua loja, como está a senhora doutora?, espere só mais um momento, estou quase a conseguir sair, porque estou presa? Que acelerado o coração!, na pressa. Tanta correria e ainda em casa. Porque conversamos agora, minha amiga, porquê palavras agora?, falemos depois! Que aflição, bate tanto o coração. E presa. Mangas. Não consigo sair, doutora, pai, a nutrição. Não consigo. Como bate este coração!

madrugadas

as madrugadas continuam a existir, claro, desde o sempre que entendamos ser a existência. acontece que agora existem na minha pele e com um travo muito desagradável. para o diabo com estes acordares que açoitam os adormeceres. que momentos terríveis, Chaparro, amigo.

Escócia uma série (9)

8 de Agosto de 2023 Rental car Return, no aeroporto. 986 Km. Foram as nossa férias na Escócia View from the sky, the return

Escócia, uma série (8)

7 de Agosto de 2023 Banho no cubículo. Pequeno-almoço da nhanha e a Mãe sempre a reclamar com o hotel. Tudo normal, portanto. Encontrámos uns tugas no refeitório do pequeno-almoço. Foi por acaso. A Mãe tentou roubar-lhes a mesa e assim fizémos amizade. (Discordo, não houve amizade.) Ficámos a saber que no fim-de-semana a confusão ainda tinha sido maior. Havia tabuleiros e loiça suja por cima das mesas e falta de lugares. Nem consigo falar na qualidade da comida. (porque não havia) Hoje é dia feriado em Glasgow e passa o tour mundial de ciclismo pelo que muitas das ruas do centro estão fechadas, as lojas também e não há o BUS que nós queríamos usar. (City Sightseeing Glasgow) Claro que não seguimos o plano que elaborámos na noite anterior. A Mãe acordou cheia de genica para conduzir na cidade e pudémos ver as coisas que queríamos e que ficavam nas extremidades opostas: Riverside Museum a oeste e Glasgow Cathedral a este. Graças aos excelentes co-piloto e condutora, chegámos vivos e inte...