Atirado o dardo, segue uma trajectória de mundo nenhum: dá uma curva em redor de uma coluna, desce as escadas para o andar inferior, onde ziguezagueia em liberdade e sem destino, voltando a subir para o andar inicial onde consegue acertar na borda do alvo quadrado. Por pouco estragava a cal da coluna. Que sorte ou azar de pontaria. E é isto. O evento importante. Valeu a pena a viagem para comparecer, ainda assim. Por ti. Sempre por ti. Vale sempre as penas todas.
À sombra do chaparro, sento-me e reflicto. O Sol aquece a tarde e o corpo entorpecido contorna o tronco seco e a terra adormecida.
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