Avançar para o conteúdo principal

Casa

As casas. Marcam as memórias distorcidas pelos sentimentos e pelos tempos. Que monstros te povoam hoje? Estranhos monstros despigmentados e olhares brancos, de andar lento e frio, desconectados da alma desta casa. Estranhos belíssimos, assim se entendem, fora dos conceitos fabricados ao comum do ser. A doença é o que se quiser dela fazer, emoldura-se na entrada ou esconde-se no sótão. Donde estas molduras que saem magicamente da parede? Muitas, grandes, médias, pequenas, muitos tamanhos, muitas imagens, muito salientes como o teu rosto. Impressões da vida vivida a desafiarem as memórias distorcidas fazendo companhia nesta nova vida a viver. Passa um filme no cubo rotativo que espreita pela parede do fundo. Quero ver-te nesse filme. Porque não funciona? Porquê? Porquê? Quero ver-te! E rodo o cubo em frustração quando a porta da casa-de-banho azul (porquê azul? quando azul?), estreita e comprida, quase bonita (como bonita? quando bonita?) se abre em convite. Aceito.

Comentários