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Eternidade

Sob o Sol de Inverno, as campas unem as mágoas num abraço de candura. As minhas lágrimas entrelaçam-se com a oração do velho. Entre a tristeza e a aceitação, assim modulam a música no meu coração. Como aproximar-me de ti? Não sei como fazê-lo. É tão escondida a tua nova morada. E o velho passa, lentamente. Refugio-me debaixo da corrente de água que me alaga. 'Bom dia, menina!' . E no arfar do choro nasce um pálido sorriso no olhar. 'És uma criança!', disse a mãe. Eu nos trinta a queixar-me da idade. Somos sempre meninas para quem segue à nossa frente. Obrigada, velho. Trouxeste a minha mãe contigo, estava com dificuldade em encontrá-la. 'Bom dia!', respondo. Assoo abundantemente o nariz e limpo as lágrimas.

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