As pernas ganham vida quando um propósito as alimenta. Corre-se uma cidade inteira como se de uma rua apenas se tratasse. E as dores cruzam-se pelos mesmos sítios. Mostram-se modelos de perucas. Que ar tão falso. Que desconforto deve causar. Salvam vidas infelizes, o amor-próprio resgatado. E seguem as pernas, de loja em loja, cabelo em cabelo, preço em preço, tempo em tempo, como se existisse tempo, seguem elas. Avenida. Querida. Onde a luta se permitiu continuar entre cores, compaixão, caracóis, tempo, sempre o tempo, como se existisse tempo, fotografa. Assim se decide a vaidade que se precisa viva. Obrigada. Brindo à Svenson.
À sombra do chaparro, sento-me e reflicto. O Sol aquece a tarde e o corpo entorpecido contorna o tronco seco e a terra adormecida.
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