Está calor. Transpirei a Capital e agora transpiro o Alentejo, computador armado. Disparo fotos, incentivo, animo na ansiedade. É preciso escolher, querer escolher, querer viver. A vida está nesta cabeleira. O tempo alonga-se infinitamente neste espaço. Não há urgência nesta cama de hospital. O medo hesita em gastar dinheiro. Eu não hesito. Dou o dinheiro todo. Não o quero. Escolhe uma cor, talvez esta, cor de mel, fica-te bem. A operação será. Escolhe, deixa lá. O minuto deste instante é o minuto deste instante. O dinheiro existe para estas coisas. Só te quero bonita como te quiseres bonita. Viva. A anestesia. Até já.
À sombra do chaparro, sento-me e reflicto. O Sol aquece a tarde e o corpo entorpecido contorna o tronco seco e a terra adormecida.
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