O espaço é estranho. Está calor logo pela manhã. Faz muita sede, bebo muita água mas preciso de mais. Onde me darão um copo de água? Tudo fechado ainda e tu, tu, só pensas em ti. Não tens amor para me saciar. A floresta está verde, as folhas dançam suavemente, ouve-se o seu rumor doce como uma laranja de Janeiro. Verdadeira e cá da terra. Mas este calor e esta falta de amor! Embrulho-me nas folhas verdes cantantes à procura de conforto no colo da Mãe. Silêncio finalmente.
À sombra do chaparro, sento-me e reflicto. O Sol aquece a tarde e o corpo entorpecido contorna o tronco seco e a terra adormecida.
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